O objetivo é simples, embora audacioso: a tentativa de relatar, analisar, discutir, confrontar, criticar e respeitar tudo aquilo que permite admiração ou repulsa nos sons, nas telas, nos palcos e nos livros da vida.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Poética [1]
SHKPR - Soneto #116
De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.
Adoro isso aí. Muito. A propósito: se tiverem a oportunidade de ler parte dos 157 sonetos que formam a série shakespeariana, façam-no. Degustem o texto e sintam a melodia. Shakespeare é música! Qualquer coisa qu'eu disser sobre Shkpr estarei sendo redundante e, por mais imodéstia que exista na parte final do soneto 116, termino por parafrasear Ben Jonson, ao concluir que o cara não foi do seu tempo, foi eterno!
Saludos!
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