sexta-feira, 27 de novembro de 2009

É o fim do mundo!

Essa história de 2012 ser o fim já está dando muito que falar. Também não é para menos. Várias profecias de culturas antigas convergem numa data: dezembro de 2012. Ao que tudo indica, algo muito forte poderá acontecer. Dizem que o calendário Maia, desenvolvido há cerca de três mil anos, previu os eclipses vivenciados atualmente. As previsões eram baseadas nas estrelas e, para cada ciclo de 20 anos, eles chamavam de katún. Para cada katún existe uma profecia. A última delas diz que, no ciclo que se encerra em 2012, terminará o mundo como nós o conhecemos.

A notícia não é das melhores. Mas, fazer o que? Estocar alimento? Realizar até lá tudo o que der na telha? Quitar as dívidas? Tem gente que já deve estar planejando o contrário: fazer financiamentos com prazos de pagamento bem maiores que 24 meses.

Por enquanto, a astrologia apenas confirma que, nesta data, teremos o alinhamento completo de todos os planetas do sistema solar. E mais: além de estarem alinhados entre si, todos eles estarão em fila indiana desfilando no centro da Via Láctea, fato que ocorre a cada 26.000 anos. Há pessoas por aí que suspeitam que isso pode alterar o fluxo magnético da Terra, podendo até fazer com que ela mude seu eixo de rotação, girando para o lado oposto. Vixe, agora deu um certo medinho pensar no planeta girando ao contrário. Isso deve ser bom não.

E como o cinema não pode esperar até lá, naturalmente, eis que mais uma vez surge nas telas o fim do mundo antecipado, para que possamos assisti-lo de camarote, comendo pipoca. Conduzido pelo diretor Roland Emmerich, um especialista em filmes apocalípticos, como “Independence Day” e “O Dia Depois de Amanhã”, “2012” utiliza-se magistralmente dos efeitos especiais. Até aí, tudo bem. Os grandes estúdios fazem hoje qualquer coisa com doses cavalares de realismo. Mas o problema mesmo reside em assistir a um filme de Emmerich – é o fim! Não dá, nem com boa vontade extrema. Os enredos são terríveis. Pavorosos. Além das películas citadas anteriormente, soma-se à sua filmografia “Soldado Universal”, “Godzilla”, “10.000 a.C.”, dentre outros feitos. Difícil encontrar coisa pior com orçamento tão alto. Se bem que podemos considerar isso um mérito: sujeito tem poder de convencimento. E deve render muito aos cofres dos grandes estúdios, obviamente.

Agora, cá entre nós: não precisa ser vidente nem guru pra saber que o mundo não anda bem das pernas. De tudo isso, de um filme desses, fica um alerta: estamos chegando a um momento histórico realmente complicado. Não é difícil perceber isso. Consciência e atitude serão fatores importantes na condução deste século que, já na primeira década, mostrou a que veio. Cada cidadão planetário precisa fazer a sua parte desde já. Inclusive nós, brasileiros. Precisamos do mundo existindo, para que a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 aqui estejam.

Até a próxima.