Encontrei por acaso este texto, que publiquei em 2008, por ocasião da final da Libertadores. Porra, nem me lembrava! Foi dolorosa a derrota naquele ano. Uma derrota épica, como dizia Nelson Rodrigues. Mas, vá lá, Nelson: estas linhas abaixo, meu caro e famoso tricolor, dedico a ti.
ELEGIA TRICOLOR
Dor no peito, respiração ofegante, coração disparado, cabeça a mil... Parecem sintomas de alguém muito enfermo. Um moribundo. Talvez não. Talvez sejam sintomas de alguém apaixonado. Ou de alguém que vive, que vibra, que reflete uma paixão. Côncava, convexa. Talvez sejam os sintomas que, em algum momento deste dia - dois de julho de dois mil e oito - sinta o torcedor tricolor. Milhões de peitos, pulmões, corações e mentes ligados por um único ideal: ocupar o degrau mais alto do futebol deste canto de cá do mundo, comumente conhecido por América do Sul. Sou verde, sou vermelho, sou branco. Sou de todas as cores do meu tricolor, sou de todas as cores da América! A 19 dias de completarmos 106 aninhos, somos hoje crianças. Garotos cuja paixão tem três cores, cujo orgulho se levanta e nos faz bater a mão ao peito com o clamor de nosso "sou tricolor de coração". É pouco, não sou tricolor de coração. Sou tricolor dos pés à cabeça!! Que nossos fernandos, gabriéis, thiagos, luízes, césares, aroucas, darios, washingtons, dodôs e cia. estejam iluminados. Que a rede adversária balance. Balance. Balance. E já basta. Que joguemos com o verde da esperança, pois quem espera e luta sempre alcança.
Saudações tricolores!
O objetivo é simples, embora audacioso: a tentativa de relatar, analisar, discutir, confrontar, criticar e respeitar tudo aquilo que permite admiração ou repulsa nos sons, nas telas, nos palcos e nos livros da vida.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Palíndromos são palavras, números ou frases que se podem ler indiferentemente da esquerda para a direita e vice-versa, sempre com o mesmo sentido.
Para quem não tem o que fazer, vão aí uns palíndromos:
›› A Diva em Argel alegra-me a vida.
›› Anotaram a data da maratona.
›› Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos.
›› O romano acata amores a damas amadas e Roma ataca o namoro. [esse é phoda!]
Para quem não tem o que fazer, vão aí uns palíndromos:
›› A Diva em Argel alegra-me a vida.
›› Anotaram a data da maratona.
›› Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos.
›› O romano acata amores a damas amadas e Roma ataca o namoro. [esse é phoda!]
terça-feira, 23 de novembro de 2010
O começo do fim da magia
E eis que a saga do bruxinho Harry Potter chega em seu episódio final nos cinemas. Quer dizer, no penúltimo capítulo, pois o último livro da série foi dividido em dois filmes. A primeira parte do fim entrou em cartaz em Beagá City no dia 19 de novembro, em 33 salas. Tornou-se a maior estréia da Warner Bros. no Brasil. A película, baseada na obra literária da inglesa J. K. Rowling, levou 1 milhão e 300 mil brasileiros aos cinemas no fim de semana de estréia, assumindo o posto de filme mais visto no país em apenas três dias de exibição.
O longa-metragem, dirigido pelo também britânico David Yates e estrelado pelos jovens Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson, está em mais de 900 salas no Brasil. Nos Estados Unidos, “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1” estreou em 4125 salas e registrou 24 milhões de dólares apenas com as sessões inaugurais da meia-noite.
Estatísticas impressionantes à parte, a série fílmica inspirada nos livros da escritora nascida sob o nome de Joanne Rowling merece o sucesso que vem fazendo desde o primeiro filme, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, de 2001. A propósito: em 2004, a moça tornou-se, aos 39 anos, a primeira pessoa a ficar bilionária (em dólares) vendendo livros.
Tirando acusações de plágio, jogando no lixo os alfarrábios oportunistas com temas semelhantes e mandando às fogueiras os processos impetrados na justiça por puritanos imbecis que têm o despautério de afirmar que a história desperta nas crianças a curiosidade pela bruxaria (e daí se despertar?), o que essa autora inglesa conseguiu é prodigioso. O extenso enredo, dividido em sete livros, é capaz de encantar crianças, jovens e adultos. Ao falar sobre magia, bruxos, seres míticos e/ou imaginários, amizade, determinação, superação, sacrifício, luta do bem contra o mal, amadurecimento, amor, etc, etc, o universo de Harry Potter consegue tocar aquilo que a maioria das pessoas alimenta dentro de si: a fantasia. Não importa a idade, mas o sonho – que pode ser entendido como aquele desejo intenso e vivo capaz de suprir o que falta a muita gente em seus cotidianos.
Não é de hoje que a raça humana deseja viver aventuras fabulares, descobrir novas realidades, superar desafios arrebatadores. As lendas arquetípicas do Ocidente e do Oriente antigos apresentam-nos anseios similares. Parafraseando o texto inicial da série “Jornada na Estrelas” (“Star Trek”), criada por Gene Roddenberry para a tevê, de estrondoso sucesso a partir da segunda metade dos anos 1960, o que muita gente quer é “audaciosamente ir onde nenhum homem jamais esteve”. Mesmo para aqueles não muito afeitos às experiências arriscadas, ainda assim, o mundo de Harry Potter encanta e seduz por ser simplesmente “mágico”. Inconsciente coletivo, talvez.
Aos adultos, a história permite sensação de frescor, por colocar-lhes em contato com algo guardado na memória. Às crianças, dá vontade de ser aqueles garotos e garotas, com varinhas mágicas e muitos apertos, no enfrentamento de perigos. Meus filhos eram crianças quando o primeiro filme da saga foi lançado. Hoje, crescidos, são capazes de falar com propriedade sobre cada um dos filmes, o que gostaram ou não, os momentos que lhes fizeram sonhar e – por que não? – crescer. Mais fascinante ainda é perceber que o papai aqui fica tão ou mais entusiasmado que eles, para assistir à nova película.
É por isso que cá estou, escrevendo sobre algo que ainda não vi. Mas há tempo. Esperemos as filas nos cinemas diminuírem.
Até a próxima.
O longa-metragem, dirigido pelo também britânico David Yates e estrelado pelos jovens Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson, está em mais de 900 salas no Brasil. Nos Estados Unidos, “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1” estreou em 4125 salas e registrou 24 milhões de dólares apenas com as sessões inaugurais da meia-noite.
Estatísticas impressionantes à parte, a série fílmica inspirada nos livros da escritora nascida sob o nome de Joanne Rowling merece o sucesso que vem fazendo desde o primeiro filme, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, de 2001. A propósito: em 2004, a moça tornou-se, aos 39 anos, a primeira pessoa a ficar bilionária (em dólares) vendendo livros.
Tirando acusações de plágio, jogando no lixo os alfarrábios oportunistas com temas semelhantes e mandando às fogueiras os processos impetrados na justiça por puritanos imbecis que têm o despautério de afirmar que a história desperta nas crianças a curiosidade pela bruxaria (e daí se despertar?), o que essa autora inglesa conseguiu é prodigioso. O extenso enredo, dividido em sete livros, é capaz de encantar crianças, jovens e adultos. Ao falar sobre magia, bruxos, seres míticos e/ou imaginários, amizade, determinação, superação, sacrifício, luta do bem contra o mal, amadurecimento, amor, etc, etc, o universo de Harry Potter consegue tocar aquilo que a maioria das pessoas alimenta dentro de si: a fantasia. Não importa a idade, mas o sonho – que pode ser entendido como aquele desejo intenso e vivo capaz de suprir o que falta a muita gente em seus cotidianos.
Não é de hoje que a raça humana deseja viver aventuras fabulares, descobrir novas realidades, superar desafios arrebatadores. As lendas arquetípicas do Ocidente e do Oriente antigos apresentam-nos anseios similares. Parafraseando o texto inicial da série “Jornada na Estrelas” (“Star Trek”), criada por Gene Roddenberry para a tevê, de estrondoso sucesso a partir da segunda metade dos anos 1960, o que muita gente quer é “audaciosamente ir onde nenhum homem jamais esteve”. Mesmo para aqueles não muito afeitos às experiências arriscadas, ainda assim, o mundo de Harry Potter encanta e seduz por ser simplesmente “mágico”. Inconsciente coletivo, talvez.
Aos adultos, a história permite sensação de frescor, por colocar-lhes em contato com algo guardado na memória. Às crianças, dá vontade de ser aqueles garotos e garotas, com varinhas mágicas e muitos apertos, no enfrentamento de perigos. Meus filhos eram crianças quando o primeiro filme da saga foi lançado. Hoje, crescidos, são capazes de falar com propriedade sobre cada um dos filmes, o que gostaram ou não, os momentos que lhes fizeram sonhar e – por que não? – crescer. Mais fascinante ainda é perceber que o papai aqui fica tão ou mais entusiasmado que eles, para assistir à nova película.
É por isso que cá estou, escrevendo sobre algo que ainda não vi. Mas há tempo. Esperemos as filas nos cinemas diminuírem.
Até a próxima.
sábado, 13 de novembro de 2010
rock´n´roll
Best Company Alex Abreu Valle: vocal Ernesto Abreu Valle: guitarra Cláudio Costa Val: baixo Duarte Fonseca: bateria |
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Tudo ao mesmo tempo agora
Tem época em que tudo agarra. Vejam como são as coisas: vivo às vésperas do encerramento do prazo para finalizar a minha monografia de pós-graduação – que, obviamente, ainda falta a maior parte –; ando atolado de coisas no trabalho, sobretudo com uma pilha de contas sobre a mesa, que insiste em ficar me olhando feito besta; estou em plena mixagem de uma música boa à beça e a bessa (faltou modéstia aqui) e me encontro no limite para entregar esta belíssima crônica (outra total ausência de modéstia). Por isso e por tudo o que existe e o que há, neste exato momento, enfurnado me encontro num quarto de hotel em Curitiba para dar conta do recado. O motivo de estar na capital paranaense, sentindo um friozinho legal? Sim, sim, claro: neg(ócio). Deu pra entender? Explico: trabalho, mas com dose de prazer. Aí é bom, costuma ser. Mais objetivamente, cá me encontro por ocasião do Festival Internacional de Cinema Super 8 de Curitiba. Tive dois filmes aqui selecionados e pai que é pai não abandona suas crias, ainda que elas sejam feitas apenas de celulóide. E convenhamos, melhor assim que ficar cultivando celulite... Essa foi péssima, eu sei.
Pois bem. A razão da lengalenga acima obviamente diz respeito ao título desta crônica. Quando intitulamos um texto, visamos chamar a atenção daqueles que potencialmente podem dispor de um tempinho lendo-o. Quanto mais chamativo, mais leitores. Mas agora é que são elas: quanto menos a ver com o tema a ser discorrido, mais enganação. Tudo, porém, tem um propósito. Querem ver?
Vocês sabem – ou se lembram – o que é “super 8”? Seguindo o ditado daquele filósofo que diz que escrever sem ensinar é perda de tempo, façamos uma pequenina viagem histórica.
Inicialmente denominado por 8mm, formato de película inventado pela Eastman Kodak Company na primeira metade do século passado, o super 8 é um tipo de bitola que tinha como objetivo a viabilização de filmes caseiros, com baixo ou nenhum orçamento. O formato atual do super 8 (em cartucho) foi apresentado ao consumidor em abril de 1965. Desta época até fins dos anos 70, o super 8 ganhou popularidade, chamou a atenção de muita gente, que adquiriu câmera, cartuchos e projetor para filmar viagens, fazer registros familiares e criar seus pequenos enredos ficcionais e documentais, exibindo-os em casa depois de filmados. Com o surgimento do vídeo-cassete no início da década de 80, a pequena bitola cinematográfica foi, aos poucos, deixando de ser utilizada pela maioria. Mas, mesmo com as mudanças significativas do mercado audiovisual nos últimos 30 anos, novas gerações de cinegrafistas, com projetos de filmes e aplicações que não existiam nos anos 60, passaram a aceitar o filme pequeno. Muitos dos grandes cineastas e fotógrafos de hoje, que começaram suas carreiras há décadas, também passaram pelo super 8.
Espero que este rápido passeio pela história recente da imagem em movimento tenha sido para vocês agradável. Para mim, foi cinematograficamente ótimo.
Aproveito o assunto e já faço propaganda do novo filme do diretor e produtor J. J. Abrams (o mesmo da série “Lost”), que deverá ser lançado em breve. O título é sugestivo: nada mais, nada menos que “Super 8”. É esperar e conferir.
Até a próxima.
Pois bem. A razão da lengalenga acima obviamente diz respeito ao título desta crônica. Quando intitulamos um texto, visamos chamar a atenção daqueles que potencialmente podem dispor de um tempinho lendo-o. Quanto mais chamativo, mais leitores. Mas agora é que são elas: quanto menos a ver com o tema a ser discorrido, mais enganação. Tudo, porém, tem um propósito. Querem ver?
Vocês sabem – ou se lembram – o que é “super 8”? Seguindo o ditado daquele filósofo que diz que escrever sem ensinar é perda de tempo, façamos uma pequenina viagem histórica.
Inicialmente denominado por 8mm, formato de película inventado pela Eastman Kodak Company na primeira metade do século passado, o super 8 é um tipo de bitola que tinha como objetivo a viabilização de filmes caseiros, com baixo ou nenhum orçamento. O formato atual do super 8 (em cartucho) foi apresentado ao consumidor em abril de 1965. Desta época até fins dos anos 70, o super 8 ganhou popularidade, chamou a atenção de muita gente, que adquiriu câmera, cartuchos e projetor para filmar viagens, fazer registros familiares e criar seus pequenos enredos ficcionais e documentais, exibindo-os em casa depois de filmados. Com o surgimento do vídeo-cassete no início da década de 80, a pequena bitola cinematográfica foi, aos poucos, deixando de ser utilizada pela maioria. Mas, mesmo com as mudanças significativas do mercado audiovisual nos últimos 30 anos, novas gerações de cinegrafistas, com projetos de filmes e aplicações que não existiam nos anos 60, passaram a aceitar o filme pequeno. Muitos dos grandes cineastas e fotógrafos de hoje, que começaram suas carreiras há décadas, também passaram pelo super 8.
Espero que este rápido passeio pela história recente da imagem em movimento tenha sido para vocês agradável. Para mim, foi cinematograficamente ótimo.
Aproveito o assunto e já faço propaganda do novo filme do diretor e produtor J. J. Abrams (o mesmo da série “Lost”), que deverá ser lançado em breve. O título é sugestivo: nada mais, nada menos que “Super 8”. É esperar e conferir.
Até a próxima.
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