Encontrei por acaso este texto, que publiquei em 2008, por ocasião da final da Libertadores. Porra, nem me lembrava! Foi dolorosa a derrota naquele ano. Uma derrota épica, como dizia Nelson Rodrigues. Mas, vá lá, Nelson: estas linhas abaixo, meu caro e famoso tricolor, dedico a ti.
ELEGIA TRICOLOR
Dor no peito, respiração ofegante, coração disparado, cabeça a mil... Parecem sintomas de alguém muito enfermo. Um moribundo. Talvez não. Talvez sejam sintomas de alguém apaixonado. Ou de alguém que vive, que vibra, que reflete uma paixão. Côncava, convexa. Talvez sejam os sintomas que, em algum momento deste dia - dois de julho de dois mil e oito - sinta o torcedor tricolor. Milhões de peitos, pulmões, corações e mentes ligados por um único ideal: ocupar o degrau mais alto do futebol deste canto de cá do mundo, comumente conhecido por América do Sul. Sou verde, sou vermelho, sou branco. Sou de todas as cores do meu tricolor, sou de todas as cores da América! A 19 dias de completarmos 106 aninhos, somos hoje crianças. Garotos cuja paixão tem três cores, cujo orgulho se levanta e nos faz bater a mão ao peito com o clamor de nosso "sou tricolor de coração". É pouco, não sou tricolor de coração. Sou tricolor dos pés à cabeça!! Que nossos fernandos, gabriéis, thiagos, luízes, césares, aroucas, darios, washingtons, dodôs e cia. estejam iluminados. Que a rede adversária balance. Balance. Balance. E já basta. Que joguemos com o verde da esperança, pois quem espera e luta sempre alcança.
Saudações tricolores!
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