Imagine-se num mundo onde tudo seja harmonia, onde apenas a natureza dite as regras e onde os seres que nele habitam convivam em simbiose com o ecossistema. É, parece ficção.
Mas aí, surge o homem. E por ganância ferra tudo, transformando a vida em caos. Ah, essa parte já é real, lamentavelmente. Ducha de água fria, para tirar-nos da ficção e socar-nos na realidade.
Em “Avatar”, o diretor canadense James Cameron (“O Exterminador do Futuro 1 e 2”, “O Segredo do Abismo”, “Titanic”) discute exatamente isso. E pra realçar a estirpe pouco humanizada de alguns seres humanos, a tecnologia futurista de meados do séc. XXII, época em que se passa o enredo, intensifica o nível de crueldade de maneira abissal.
O termo “avatar” é antigo. Deriva do sânscrito “Avatāra”, que significa “aquele, que descende de Deus”. Um avatar seria, portanto, uma manifestação corporal de um ser imortal. Para os hindus, é a encarnação de Vishnu (como Krishna). Muitos não-hindus, por extensão, utilizam o termo para denotar as encarnações de divindades em outras religiões.
Podemos perceber, pela definição acima, que “Avatar”, o filme, objetiva discutir alguns conceitos. Dentre eles: o homem tem noção daquilo que deve ou não deve fazer com tudo que o rodeia? Somos todos parte de uma teia, interligada por energias. Se a quebramos, sofremos as consequências.
Efeitos especiais impressionantes numa versão 3D espetacular fazem do filme de Cameron uma obra imperdível. E melhor: vem em momento propício. Que cada espectador – sobretudo os adultos – perceba que o filme, em toda a sua fantasia, discute a realidade muito mais a fundo do que se pode imaginar à primeira vista.
Até a próxima.
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