sexta-feira, 31 de julho de 2009

4 (ou 5) momentos cinematográficos inesquecíveis


Dia desses, peguei-me pensando nalgumas cousas, todas elas estranhas. Aliás, quase todo dia isso acontece. Dentre minhas bizarrices, questionei-me: “quais frases pronunciadas em filmes podem ser consideradas inesquecíveis?”. A resposta é fácil: aquelas que a gente não esquece, ora bolas. Por isso, eis que me deleguei o salutar trabalho de compartilhar quatro citações que, no meu parvo entendimento, integram a lista das melhores do cinema. Sem mais delongas, vai a relação cientificamente elaborada (sic), incluindo preciosas rubricas de ação, sem as quais o “momento mágico” não se faria entender:

1. No filme catástrofe “Tubarão”, de Steven Spielberg, Roy Scheider se estupefaz ao ver o barco de Robert Shwall e Richard Dreyfuss, destinado à aventura marítima, que objetiva nada menos que a captura e destruição do grande monstro assassino que assola as águas da região. A frase de Scheider tem o poder da síntese de um gênio, em toda a sua mais absoluta perplexidade: “Acho que vocês vão precisar de um barco maior...”.

2. A ficção científica noir “Blade Runner”, de Ridley Scott, possui daqueles finais maravilhosos. Quanto a isso, todos concordam. Aliás, quanto a tudo neste filme, eu acho. O replicante de Rutger Hauer poderia fazer do Deckard de Harrison Ford picadinho de carne seca – ou melhor, molhada pela chuva –, mas opta por salvar-lhe a vida. O último texto do andróide, segundos antes de apagar (literalmente) é tocante. Com o perdão da memória, a passagem é mais ou menos assim: “Eu tenho visto cousas através das galáxias, por todo esse universo sem fim, que vocês humanos jamais imaginariam, em sua visão limitada. E tudo isso vai se perder, como lágrimas na chuva”. Vale lembrar que na Terra de 2025 a precipitação é ácida – e chove uma barbaridade, em tempo integral.

3. O já citado S.S. (Steven Spielberg) aprontou, no início dos anos 80 do longínquo séc. XX, o bacaninha “ET”. Uma das frases mais conhecidas da sétima arte é aquela proferida pelo homenzinho verde, que possui os contornos de um saca-rolha moderno (ou será o saca-rolha que se parece com ele?). Em sua síntese puríssima, a frase carrega em si a força de um édito filosófico: “ET phone home”. Repitamos: “ET phone home”. Mais uma vez: “ET phone home”. Bonitinho demais.

4. No clássico “Uma Rua Chamada Pecado”, de Elia Kazan, Marlon Brando interpreta ninguém menos que Stanley Kowalski, um dos mais charmosos crápulas da história do cinema. Tentando ser objetivo, nem vou citar Vivien Leigh, Kim Hunt e Karl Marlden vivendo os outros personagens, por mais que mereçam (o Oscar daquele ano que o diga: os três venceram em suas categorias). Ao final do filme, ao pé da escada, Brando dispara a célebre frase de Kowalski: “Steeeeellaaa!!!”.

Encerro com a mais inolvidable de todas as frases fílmicas, proferida há anos pelo bondoso governador da Califórnia, quando ele mal sabia falar: “Hasta la vista, baby”.

Até a próxima.


(domingo, duas da matina, dá nisso... versão resumida de texto que já existe... mas teve baum)

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